Olá, a partir de hoje eu ajudarei o Pedro na árdua tarefa de manter o blog atualizado. Tenho 24 anos e sou aficionado por tecnologia, tanto é que trabalho a alguns anos como analista de TI e também estou me formando em Sistemas de Informação. Pra começar, decidi falar um pouco sobre uma tecnologia ainda desconhecida para muitos programadores: Web Services.
Na verdade, a grande maioria dos sites e livros que você encontra por ai que falam sobre esse assunto geralmente apresentam simplesmente a parte conceitual dos Web Services. O grande problema acontece na hora de aplicá-los na prática… a documentação é escassa, surgem muitas dúvidas e os conceitos nessa hora não ajudam em praticamente nada. Até o final dessa série de posts, eu pretendo falar um pouco sobre o que são os Web Services, pra que eles servem, que protocolos são utilizados e principalmente, como implementá-los. Acredite, vale a pena conhecer esse negócio!!! Então mão a obra soldado!
O que são Web Services?
Basicamente, um Web Service é uma interface disponível em rede e implementada através de tecnologias padrões da Internet, que permite acesso a uma funcionalidade específica de uma aplicação.
Então meu amigo, pense agora naquela função que você fez nas primeiras aulas da faculdade… lembra que ela concatenava um “Olá” com o seu nome e você ficava maravilhado com tanta tecnologia? Pois é, agora imagine que isso fosse alguma coisa realmente útil para o mundo e que grandes empresas te ligassem ávidas pelo seu código fonte para embarcá-lo em seus próprios sistemas. Você, como homem esperto que é, liberaria essa função somente através da utilização de Web Services e cobrando uma grana alta, para seus clientes. Eles configurariam seus próprios sistemas para enviar requisições passando parâmetros à sua função através da Web, e receberiam de volta os dados da operação finalizada. Além é claro, de você se tornar um sujeito realmente milionário.
Não, infelizmente a realidade não é assim. Geralmente você só vai obter retorno financeiro com Web Services quando analisar a quantidade de tempo que eles economizam através da automatização de processos. O que precisa ficar claro aqui é, um Web Service não é nada mais do que uma funcionalidade disponibilizada em rede que é acessada por outro sistema e não diretamente por um usuário.
E pra que eles servem?
Pra tudo. Bom, admito que o exemplo que eu citei acima não tenha ficado muito interessante. Mas agora pense em funções corporativas como cadastros de produtos ou notas de compras. Talvez a automatização dos processos de envio/exportação e recebimento/importação de arquivos bancários de retorno, processo comum em muitas empresas do Brasil.
Resumindo, Web Services servem para automatizar qualquer tipo de processo entre sistemas diferentes e/ou geograficamente separados. Outro exemplo: digamos que você queira disponibilizar a geração de um boleto na sua página Web que está armazenada em um servidor externo a sua rede. Um provedor, por exemplo (ou em uma DMZ). Você pode criar um Web Service que acesse o seu sistema e recupere as informações necessárias, sem abrir portas, criar exceções e desproteger a sua rede.
E agora?
Agora é esperar… Encerro por aqui porque senão vão dizer que estou escrevendo um livro, e não um post. Nos próximos dias eu falarei sobre alguns conceitos relativos à programação orientadas a serviços, estruturas e tecnologias utilizadas e também sobre como as linguagens dão suporte à esse tipo de desenvolvimento.
Por enquanto eu agradeço a atenção!
Um abraço!







