E ai pessoal? Na semana passada eu iniciei uma série de posts que irão falar sobre Web Services, o que são, pra que servem e como são implementados. Se você ainda não leu o primeiro post dessa série pode encontrá-lo aqui. Hoje iremos falar um pouco sobre EAI, EDI e SOA. Não entendeu nada? Tudo bem… eu explico, fica frio.

EAI é o acrônimo de Enterprise Application Integration. OK, digamos que o inglês não seja a sua praia e que você está em um nível igual ou pior que o afamado poliglota Joel Santana… nesse caso, a EAI seria algo como Integração de Aplicações Corporativas. Trocando em miúdos, a EAI não é nada mais do que um termo que define o conjunto de protocolos, ferramentas, especificações e práticas que objetivam interligar sistemas heterogêneos em âmbito corporativo. Pode-se constatar então que o conceito de EAI englobará tudo que será exposto daqui pra frente, até a finalização dessa série de posts.

Um método de EAI bastante popular mas também bastante ultrapassado é o EDI, ou Eletronic Data Interchange. É claro que se você for ler sobre ele na Wikipédia ele parecerá a 8ª maravilha do mundo. No entanto, toda aquela teoria pode ser resumida em um antiquado arquivo texto que é codificado, exportado, decodificado e importado por diferentes sistemas desde que estes saibam a seqüencia das cadeias de dados. Dai você olha pro horizonte e conclui: até que não é tão ruim…  Talvez não seja, se você não se importar de gastar horas e horas exportando e importando manualmente cada arquivo, pois é dessa forma que geralmente é feito!

Ai, depois de muitos anos de labuta um estagiário pensou… bah cara… isso é chato. Vamos automatizar esse negócio através de serviços! \o/  O chefe dele ficou realmente impressionado, mas ele continuou sendo estagiário, servindo cafézinho e tirando xerox. Mas a idéia não foi descartada, e alguém inventou o conceito de SOA (vamos lá Joel… Service Oriented Architecture).

A SOA revolucionou a forma de desenvolvimento de softwares. Isso porque, ao invés de criar sistemas selados, alguns inteligentes programadores (americanos eu imagino) resolveram abrir suas funções e expô-las para o mundo através de um barramento de serviços! Isso quer dizer que, apesar de raros, existem sistemas totalmente abertos que podem solicitar funções de outros sistemas e/ou servir os seus próprios métodos para eles. Na maioria dos sistemas, apenas algumas partes são expostas através de serviços, mas apenas isso já lhes garante uma boa automatização de tarefas / integração de dados.  A idéia da SOA, portanto, é fazer com que a estrutura do sistema seja pensada de forma diferente desde antes de sua construção, visando principalmente a disponibilização de seus métodos para acesso via rede/web por outros sistemas.

Acho que exagerei no tamanho do texto… mas tudo bem. O importante é que fique realmente claro o que nós iremos enfrentar daqui pra frente. Agora você já pode se considerar promovido a ”cabo” em Web Services e integração de sistemas. Para finalizar eu deixo uma imagem que representa bem o que a estrutura SOA propõe. Até logo!

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