O canal “Abertura de novelas”, um dos mais populares entre os internautas para acesso a imagens de arquivo da televisão, foi deletado do YouTube, quando tinha 1.244 vídeos.

Por e-mail, o site informou ao responsável pela página, Fábio Sexugi, 28, que o motivo do bloqueio foi a publicação de um vídeo antigo do grupo Balão Mágico. O pedido partiu da Sony BMG, segundo o comunicado. O filme, com a música “Amigos do Peito (Somos Amigos)”, foi retirado de um especial da Globo exibido em 1984, com participação de Fábio Jr –o grupo infantil e o cantor eram contratados da gravadora CBS na época, que hoje se chama Sony BMG.

Quando foi deletado, o canal estava entre os 30 mais vistos de todos os tempos no YouTube no Brasil. Mas já figurou entre os dez mais acessados, na contagem para apenas um dia.

Uma requisição da gravadora já havia vitimado recentemente o canal MofoTv, que também tinha como foco a memória da TV brasileira –a página migrou para o MySpace. A Sony BMG tem, desde 2006, um acordo para distribuição de conteúdo legal, protegido por direitos autorais, no YouTube.

Em outro episódio recente na polêmica dos direitos autorais, a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) teve o site invadido após pedir o fechamento do site Legendas.tv.

Essa não é a primeira vez que o “Aberturas de Novelas” sai do ar. A primeira edição ficou no ar durante o ano de 2007 e chegou a ter quase mil vídeos, mas também foi deletada por questões de direito autoral. A nova versão foi criada em outubro daquele ano e derrubada no dia 29 de janeiro de 2009.

Os vídeos produzidos por Sexugi tinham o logo “Aberturas de Novelas” e sempre terminavam com imagens de pessoas desaparecidas, em uma campanha criada por ele para ajudar encontrá-las.

Normalmente, o YouTube pede que o dono do canal exclua apenas o vídeo com problemas, e não a página toda. Entretanto, como Sexugi era reincidente, o site optou por remover todo o conteúdo.

“Se continuar assim, o YouTube vai ter só vídeo de festa de aniversário –isso se a música de fundo não for de alguma gravadora, porque eles “apagam o audio”, diz Sexugi, que mora em Peabiru (PR) e é professor de latim na Fecilcam (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão).

fonte: Folha Online

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